quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Zero e / ou um


Zero e/ou um
(Para Alexandre Mendes Hughes)
Eis o ser magnífico, do movimento, do pensamento, e também do sofrimento.
É o homem dicotômico do gênero aos sentidos, preso a metáforas.
Metáforas dos sentidos, sim – dos sentidos, apenas isto, nada menos.
Pensamentos metafóricos pelo simples fisiologismo
Seres reduzidos ao sentir e a responder estímulos.
Um a um, dois a dois, métricas reduzidas de um ser ... magnífico.
E antes que meu vislumbre se acabe, meu amor se esgote como gotas d’água numa biqueira,
Quero dizer, amo este ser do pensamento e pelo pensamento e apenas pelo pensar o odeio.
Na mesma medida, nos dois sentidos ou pelos sete lados ... Amor e ódio
Eis o ser dicotômico e perdido de si mesmo,
Perdido no tempo-espaço, onde toda beleza se esconde.

Frederic Mendes Hughes (01/11/2012 – 21:40)